• Marilia Naspolini Studio

Treino HIIT em hipertensos, pode ser feito com segurança?


Inicialmente quero deixar claro que tudo aqui apresentado é direcionado ao grande público e não a casos específicos. Isso faz com que o acompanhamento de seu cardiologista seja fundamental, independentemente de qual seja a sua escolha em termos de exercício.

A hipertensão é caracterizada pelo aumento da pressão do sangue contra as paredes das artérias. Conforme o indivíduo envelhece, as chances de ele desenvolver a hipertensão aumenta consideravelmente, principalmente este tem uma vida sedentária e desregrada (Pupatto, 2010).

O estado crônico de hipertensão ocorre quando os níveis da pressão dos pacientes ultrapassam os valores que são considerados de referência. Nestes casos, dependendo de cada situação, se faz necessário ou não o tratamento medicamentoso. Porém, independentemente do caso e de sua gravidade, é fundamental a prática de exercícios físicos e a adoção de hábitos saudáveis.

Além disso, é importante salientar que existem diferentes graus de hipertensão. A pressão arterial apresenta alguns estágios que contribuem para o diagnóstico e tratamento da doença: Leve, moderado e grave.

Também existem outros fatores a serem levados em conta no diagnóstico.

Como isso é tarefa do cardiologista, vou me

ater a questão das atividades físicas.

Se eu receber um aluno em estado grave, por exemplo, muito provavelmente não irei começar com o HIIT, pois o risco de morte súbita é grande. Neste caso, o ideal é iniciar com atividades de maior volume e menor intensidade.

Caso contrário, o sofrimento cardiovascular será muito acentuado.

Caminhadas leves são os mais indicados, para que o corpo comece a se adaptar as atividades. Com isso, melhoramos todos os aspectos e conforme o quadro for se tornando mais estável, podemos ter um incremento de intensidade no futuro.

Depois de algum tempo, quando o quadro estiver estável e não apresentar mais riscos a integridade do aluno, será possível usar sim treinos de alta intensidade.

Em um estudo longitudinal de Rognmo (2012), foram acompanhados 4846 pacientes, todos eles envolvidos em programas de reabilitação cardíaca, todos na Noruega.

O período de observação do estudo foi de 7 anos. Foram registradas 129.456 horas para o exercício aeróbico de intensidade moderada e 46.364 horas de exercício de alta intensidade.

Depois deste período foi possível verificar apenas 1 efeito adverso, que resultou em morte no grupo dos exercícios de intensidade moderada e 2 efeitos adversos (não fatais) no grupo de alta intensidade.

Foi desta forma possível verificar que ambos os tipos exercícios ofereceram um baixo risco de morte para tal população.

É lógico que o acompanhamento de um bom profissional nestes casos é fundamental, já que a progressão das cargas é fundamental na melhora da saúde deste público.

Por isso, não é indicado que hipertensos treinem sempre na mesma intensidade e da mesma maneira, pois isso acaba tornando os ganhos mínimos. Até que haja uma melhora substancial, o indicado é que tenhamos sempre uma progressão nas cargas de treinamento, feita de maneira coerente e responsável.

O sempre indicado é perguntar ao seu médico que tipo de intensidade de atividade física você pode fazer antes de iniciar qualquer atividade física. Muitas pessoas não sabem, mas uma simples caminhada pode ser fatal.

E sempre conte com a ajuda de uma equipe multidisciplinar, formada por cardiologista, nutricionista e educador físico. Bons treinos!

Referências: Rognmo, Øivind, et al. Cardiovascular risk of high-versus moderate-intensity aerobic exercise in coronary heart disease patients.” Circulation. Heart Fail Rev. 2008 DIRETRIZ DE REABILITAÇÃO CARDÍACA. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, 2006. Pupatto, G.L. Exercício físico e o controle da pressão arterial em hipertensos. EFDeportes.com, Revista Digital, 2010.

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